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O falecido Mattia Pascal, de Luigi Pirandello: questões de verossimilhança no romance e em suas versões fílmicas
O falecido Mattia Pascal, de 1904, foi o primeiro sucesso do escritor siciliano Luigi Pirandello. O romance e? ambientado no ini?cio dos anos 1900 na ficti?cia cidadezinha de Miragno, localizada na Liguria, e tambe?m em Roma. Ao voltar de uma viagem motivada por uma trage?dia familiar, e para a qual partira sem aviso, Mattia descobre que foi dado como morto. Sentindo-se indesejado pela esposa e pela sogra, com quem tinha uma relac?a?o conflituosa, decide aproveitar a situac?a?o para mudar de nome e de vida. Os cri?ticos rechac?aram essa intriga e acusaram Pirandello de cerebralismo e de inverossimilhanc?a. O autor os respondeu em um artigo de 1921 no qual apresentou noti?cias de jornal sobre fatos da vida real, posteriores ao romance, cujo enredo era ta?o ou mais absurdo que o da sua ficc?a?o. Apesar das cri?ticas, o romance teve ao menos tre?s verso?es cinematogra?ficas: Feu Mathias Pascal (Marcel L’Herbier, 1926), L'Homme de nulle part (Pierre Chenal, 1937) e As duas vidas de Mattia Pascal (Le due vite di Mattia Pascal, Mario Monicelli, 1985). O objetivo deste artigo e? analisar como os filmes lidaram com os episo?dios de potencial inverossimilhanc?a e discutir as soluc?o?es encontradas pelos realizadores em comparac?a?o a?s adotadas no romance. A discussa?o se apoia em conceitos de Ge?rard Genette (1972), Umberto Eco (1994), Diana Luz Pessoa de Barros (2005) e do pro?prio Pirandello (1972 [1921]).
Tipo de Publicação: Revista
Ano Publicação: 2025
Autor: Adriana Tulio Baggio
ISSN: 2238-8281
Link: https://doi.org/10.11606/issn.2238-8281.v0i54p123-140


















