Propostas aceitas - XIX Congresso ABPI (outubro 2021)

TÍTULO DO SIMPÓSIO:

#italianoparatod@s: políticas, práticas e perspectivas do italiano no Brasil

PROPONENTES:

Cristiane Maria Campelo Lopes Landulfo de Sousa (UFBA) - cristianelandulfo@gmail.com

Daniela Aparecida Vieira (Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (CIEJA) Perus I - São Paulo-SP) - daniela.apvieira@yahoo.com.br

PROPOSTAS ACEITAS (comunicações orais / pôster)

BUONGIORNO, "PRINCIPESSA": INTRODUÇÃO À LÍNGUA ITALIANA POR UMA PERSPECTIVA FEMINISTA

Profa. Dra.Cristiane Landulfo Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Jhade Borges (graduanda) Universidade Federal da Bahia (UFBA)

Compreendemos que ao pensarmos a sala de aula e os processos de ensinar e aprender línguas, devemos buscar empreender práticas capazes de contextualizar temáticas que problematizem a nossa sociedade e as nossas existências.  Afinal, a mediação do conhecimento  deve, também, considerar a formação de opinião, a reflexão e o desenvolvimento da criticidade, sobretudo nos contextos sócio-históricos-culturais nos quais estamos inseridas e inseridos. Diante do exposto, o presente trabalho tem o propósito de apresentar uma prática pedagógica que dialoga com outras áreas do saber, como os feminismos, além de buscar contribuir para a democratização do ensino plurilíngue. A partir da pesquisa e leitura de textos teóricos embasados na Linguística Feminista (BUCHOLTZ, 2014, RUFFATTO, 2017) e no sexismo linguístico (SABATINI, 1987; CELLANETTI, 2013; GHENO, 2021), foi possível promover um curso de língua italiana por uma perspectiva feminista. Essa proposta nasceu da necessidade de concretizar a prática pedagógica da disciplina de Estágio Supervisionado II da Língua Italiana, que tem como objetivo central preparar os futuros e as futuras docentes para que sejam capazes de atuarem em sala de aula de forma crítica-reflexiva, em diferentes contextos educacionais, demonstrando consciência da diversidade, respeitando as diferenças de natureza ambiental-ecológica, étnico-racial, de gêneros, de faixas geracionais, de classes sociais, religiosas, de necessidades especiais, de diversidade sexual, entre outras. A elaboração do curso, as atividades desenvolvidas, a realização das aulas e o feed back das estudantes e dos estudantes demonstraram a importância e a necessidade  de trabalharmos temáticas que necessitam de debates constantes aos quais a Educação Linguística em língua italiana não pode ficar alheia, bem como a percepção de que é possível e necessário trabalharmos para e pela democratização dos saberes a fim de  construirmos uma sociedade mais equânime, mais justa e na qual as mulheres não são mortas e violentadas  apenas por serem mulheres.

PALAVRAS-CHAVE: Língua Italiana; Feminismos; Democratização do ensino plurilíngue; Formação docente.

REFERÊNCIAS:

BUCHOLTZ MARY (2014). “The Feminist Foundations of Language, Gender, and Sexuality Research”, in EHRLICH S.; MEYERHOFF M.; HOLMES J. (edited by), The Handbook of Language, Gender and Sexuality. Second Edition. WILEY Blackwell.

CELLANETTI, Ilaria. Lingua e genere. Didattica e sessismo nell’insegnamento della lingua inglese. In: Verso una cittadinanza di genere e interculturale. Quaderno n. 54. 2013.

GHENO, Vera. Verso l’inclusività linguistica e oltre. Zanichelli Editore. 2021.

RUFFATTO, Serena. Lingua e genere: analisi e revisioni testuali. 2016. Tese (Graduação) - Dipartimento di Studi Linguistici e Letterari. Università degli Studi di Padova.

SABATINI, Alma. Raccomandazioni per un uso non sessista della lingua italiana. 1987.